Nó de Deus que me torce
E me engelha a paz
De não saber o que é a dor
De sentir mais do que nada
Para além de mim.
Nó esse que me transtorna
Enquanto me traz os sonhos mais belos
Que são pesadelos tenebrosos
Só por eu saber
Que nunca lhes poderei tocar.
Vida a minha que conduzo
E deixou de avistar sinais
Possíveis de decifrar
De olhos abertos.
Larga o volante
Larga os pedais
Mas
Nunca largues o travão!
Mostrar mensagens com a etiqueta nova poesia de teresa poças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nova poesia de teresa poças. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 28 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Guerra Fria
Há palavras que me invadem
Erguem-se patroas da minha voz
Atropelam a minha subjetividade
E roubam tudo aquilo que era meu
Mas se mantinha em buracos desconhecidos.
Palavras que me empurram a alma,
E corroem as minhas certezas
Elevando labirintos indecifráveis
Onde acabo por me encontrar.
Palavras que não esperam
Palavras por que espero
Sem saber.
Palavras que não venço
Palavras que me vencem
Sem combater.
Palavras que não sei fazer
Palavras que me fazem ser
Sem minhas serem!
Erguem-se patroas da minha voz
Atropelam a minha subjetividade
E roubam tudo aquilo que era meu
Mas se mantinha em buracos desconhecidos.
Palavras que me empurram a alma,
E corroem as minhas certezas
Elevando labirintos indecifráveis
Onde acabo por me encontrar.
Palavras que não esperam
Palavras por que espero
Sem saber.
Palavras que não venço
Palavras que me vencem
Sem combater.
Palavras que não sei fazer
Palavras que me fazem ser
Sem minhas serem!
domingo, 19 de agosto de 2012
Olhar o teu
Que abala a minha resistência
Enquanto me dá força
Com o que lhe está intrínseco
E não consigo ver.
Olhar o teu
Que vem ter comigo
Enquanto me foge
Mesmo sem eu ter de o procurar.
Olhar o teu
Que me recorda de que estou viva
Enquanto me corta a respiração.
Olhar o teu
Que se deleita na minha fragilidade
E expande a longitude do meu ser
Enquanto confunde as minhas certezas
De quem sou eu, afinal.
Olhar o teu
Que me transporta!
Olho e sei
Que é meu!
domingo, 22 de julho de 2012
Olhares Sujos
Na beleza do olhar mais rico
Mora um filtro de felicidade
Que dá ordens ao coração
Para não exibir as suas mágoas
Nem espalhar as suas verdadeiras vontades.
Na fraqueza do olhar mais pobre
Mora um filtro de tristezas
Que dá ordens ao coração
Para não exibir as suas vitórias
Nem espalhar as suas virtudes.
Na derrota do olhar mais rude
Mora um filtro de invejas
Que dá ordens ao coração
Para exibir o olhar do pobre
E não espalhar o olhar do rico.
Falsidade, onde estás tu?
Aqui, no olhar!
Mora um filtro de felicidade
Que dá ordens ao coração
Para não exibir as suas mágoas
Nem espalhar as suas verdadeiras vontades.
Na fraqueza do olhar mais pobre
Mora um filtro de tristezas
Que dá ordens ao coração
Para não exibir as suas vitórias
Nem espalhar as suas virtudes.
Na derrota do olhar mais rude
Mora um filtro de invejas
Que dá ordens ao coração
Para exibir o olhar do pobre
E não espalhar o olhar do rico.
Falsidade, onde estás tu?
Aqui, no olhar!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
