Mostrar mensagens com a etiqueta Sophia de Mello Breyner Andresen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sophia de Mello Breyner Andresen. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de agosto de 2012

Sempre Sonhando com a Sonoridade de Sophia

Nos últimos dias tenho-me deparado constantemente com a página do word em branco e não me parece que seja por não ter algo a dizer, mas sim por ter demasiadas coisas que não consigo filtrar e passar para o papel. Talvez tenha de escrever sobre essa mesma tempestade de emoções indecifráveis. Até isso acontecer deixo-vos com um poema de Sophia de Mello Breyner com que me identifico bastante e que penso ser algo que toca a todos nós algures na nossa vida.

A Hora da Partida
A hora da partida soa quando
Escurecem o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça. 
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse. 

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida. 



Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 6 de maio de 2012

A força dos sonhos de Sophia

Guarda na gaveta da minha mesinha de cabeceira um livro de Sophia intitulado "HISTÓRIAS DA TERRA E DO MAR" que me inspira sempre que me sinto vazia. A doçura das suas palavras conduzem-me à filosofia existencialista sem me aperceber do caminho. Leio e releio cada parágrafo num fôlego que alimenta a sede de vida. Sophia está viva na alma de quem lê as suas palavras.
Deixo-vos com as palavras que mais estimo em toda a minha história literária até aos dias de hoje. Podem lê-las as vezes que quiserem. Não cobro bilhete, nem elas ficarão gastas!


"Jardins onde reconhecemos que a vida é um sonho do qual jamais acordamos, um sonho onde irrompem aparições prodigiosas como o lírio, a águia e o inesquecível rosto amado com paixão, mas onde tudo se transforma em esquecimento, distância, impossibilidade e detrito. Jardins onde reconhecemos que a nossa condição é não saber. É não poder jamais encontrar a unidade. E encontrar a unidade seria acordar."
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Histórias da terra e do mar"